sábado, maio 12, 2007

Tenho mais pensado no Brasil do que na minha vida aqui na Alemanha. O que mais tenho feito é sonhar com a volta. Fazer planos sobre trabalho, casa, casamento, dinheiro, vido, praia, festa, etc.
Sei que quando eu voltar pro Brasil, pra minha pátria, minha casa, vou morrer de saudades desse ano muito especial, mas nao consigo deixar de morrer de vontade de estar lá!
Tenho ainda algumas viagens marcadas, acho que as mais esperadas: Croácia, Itália (Veneza) e a melhor de todas Grécia!!! Eu nem acredito que vou fazer todas essas viagens em um ano!

Alemanha (Berlim, München, Sttutgart e arredores)
Bélgica (Bruxellas)
Croácia (Split e ilhas)
Espanha (Barcelona)
Franca (Paris e Strasbourg)
Grécia (Atenas e ilhas, ainda nao sei quais..)
Inglaterra (Londres)
Itália (Roma, Nápoles, Pompeia, Herculano, Milao, Pádova e Veneza)
Holanda (Amsterdam)
Luxembrugo (Luxemburgo)
Vaticano

Será que esqueci alguma??
Esse ano foi de conhecer. Conhecer a Europa, a mim, ao Leo, a vida de casados, enfim, de muitas descobertas! De tentar aprender essa língua tao complicada que é o alemao. De ver pela primeira vez esses lugares lindos, poder apreciar ao vivo os quadros que eu sempre amei.

Ai, ai, um ano magnífico!

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“Um homem precisa viajar. Por sua conta, não por meio de histórias, imagens, livros ou TV. Precisa viajar por si, com seus olhos e pés, para entender o que é seu. Para um dia plantar as suas próprias árvores e dar-lhes valor. Conhecer o frio para desfrutar o calor. E o oposto. Sentir a distância e o desabrigo para estar bem sob o próprio teto. Um homem precisa viajar para lugares que não conhece para quebrar essa arrogância que nos faz ver o mundo como o imaginamos, e não simplesmente como é ou pode ser. Que nos faz professores e doutores do que não vimos, quando deveríamos ser alunos, e simplesmente ir ver.”
Amyr Klink
"(...)decifra-me ou devoro-te." Machado de Assis - Memórias Póstumas de Brás Cubas

sexta-feira, março 16, 2007

Ahh, a Itália....

Não sei exatamente porque, mas sempre tive uma fascinação pela Itália. A língua é charmosíssima, na minha opinião até mais que o francês, as pessoas são falantes, os homens são lindos e também é lá que fica Roma.

Chegamos à Itália exatamente por Roma. A viagem de trem do aeroporto para a cidade lembra as paisagens do sul do Brasil, incluindos aí até os casebres na beira dos trilhos. Fomos eu, o Leo e o Manara, bolsista da universidade que veio passar um mês conosco.

Chegamos na Termini (estação centrar de trem) e fomos procurar o nosso hotel, que pelas indicações do site era pouco mais de uma quadra de distância. Quando chegamos na frente do prédio achamos que só poderíamos estar no lugar errado. Era um daqueles prédios muito antigos e com vários hotéis dentro. Conferimos de novo o endereço e vimos que ali havia a indicação de que o nosso hotel ficava no terceiro andar. Entramos no prédio, que não tinha nem porteiro e a porta estava escancarada.

O elevador era uma piada, não cabia de jeito nenhum duas pessoas com malas. Resolvemos ir pela escada mesmo...
Chegando no terceiro andar, um hotel bem apresentável de um lado do corredor, que obviamente não era o nosso, e do outro lado duas portas portas fechadas e uma plaquinha minúscula indicando que aquilo ali era um B&B (bed and breakfest - cama e café) e dizendo que se não tivesse ninguém era para ligar para um telefone que eles apareciam.

Eu já tava louca de raiva, pq eu que tinha reservado o tal do hotel, e louca de medo de já ter pagou uma parte da reserva e agora a gente ter que catar um outro hotel com mala e tudo.

Ligamos pro tal número e uns 10 minutos depois apareceu um rapaz. Quando ele abriu a porta a nuvenzinha negra foi embora... risos... Era aquele hotel mesmo que eu tinha reservado!

Muito legal. Era um antigo apartamento, com apenas 3 quartos que foi transformado em um pequeno hotel, mais uma guest house do que qualquer outra coisa. A decoração muuuuito legal, tudo retro, meio anos 70! Muito aconchegante.


As camas não eram lá essas coisas, mas vá lá, por aquele preço a gente não ia achar um 5 estrelas!




No primeiro dia fomos na Basílica de Santa Maria Maggiore, muito linda e de lá para o Coliseu. O coliseu é gigantesco, impressionante. Mas àquele horário já não dava mais para entrar. Fomos então caminhando ao longo do Foro Romano, por fora, pq tb não dava mais para entrar. Até um ponto mais alto de onde a gente consegue ver todos os Foros e o Coliseu ao fundo, muuuito lindo!

Acho que o que mais me impressionou em Roma foi o tamanho das construções e estar ali, no berço do Direito Romano, no centro do Império Romano. Cada esquina que a gente dobra encontra outro monumento, outro prédio, outra parte da história! Roma é um museo ao ar livre.

Caminhamos, passando pela Piazza de Campidoglio, Altare della Patria e chegamos na Fontana di Trevi! Como é linda!!!!






Com tanta moedinha que eu joguei lá eu devo voltar a Roma pelo menos mais umas duas ou três vezes...

No segundo dia fomos para o Vaticano. Nossa, aquilo sim é imponência! Como diz o Manara, a maior demosntração de poder... A gente se sente mesmo pequenininho na Piazza de San Pietro, de frente para a Basílica. A praça é linda e a Basílica então, nem se fala.

Quando a gente entra na Basílica é mais impressionante ainda, muito grande. O teto todo em ouro, o chão todo em mármore formando cada mosáico mais lindo que o outro, muitos deles com brasões, lindo mesmo. Sem falar na Pietá e em cada uma das esculturas espalhadas ao longo dos nichos da igreja. Lindíssimo mesmo.

A imagem de São Pedro com o pé gasto de tanto as pessoas passarem a mão! E olha que a estátua é de bronze! Eu também não podia deixar de passar a mão também....


Quando chegamos na entrada dos tesouros do Vaticano fomos perguntar se dava para entrar por ali para os Museus e para a Capela Sistina. O Recepcionista disse que não, que era saindo da praça, fazendo toda a volta por fora do Vaticano e que fechava em meia hora!

Saímos os três correndo parecia uns louquinhos pra conseguir chegar a tempo... O ruim de Roma nessa época é que absolutamente tudo fecha super cedo! A entrada para os Museus do Vaticano no é permitida até 12:30, isso mesmo!!

Depois de uma caminhada pelos Museus, chegamos enfim à Capela Sistina! Dizer que é muito linda e impressionante é muito pouco! Fiquei horas olhando para aquele teto. Que obra de arte deslumbrante...

Depois caminhamos até o Castelo de Santo Ângelo, mas não chegamos a entrar (é a Igreja da Iluminação, do Anjos e Demônios do Dan Brawn).

Saindo de lá ainda passamos pela Piazza Navona e pelo Campi dei Fiori. Cada lugar mais lindo que o outro. As fontes da Piazza Navona são maravilhosas!!!



No nosso terceiro e último dia em Roma fomos ao Coliseu, por dentro ele é ainda mais lindo. Fiquei um tempão olhando aquela grandiosidade e imaginando as lutas entre os gladiadores e as feras. Aliás, o filme Gladiador dá uma idéia bem realista de como era o Coliseu naquela época.

De lá fomos caminhar nas ruínas do Palatino. Uma colina onde moravam os imperadores romanos os mais abastados. O lugar é magnífico. As ruínas das casas, os jardins, as fontes... Muito legal mesmo! De lá chega-se às ruínas do Foro Romano. Mais um lugar para ficar de frente com toda a história do Império Romano!

Ainda demos uma bela caminhada pela cidade e fomos ao Panteon. Eu não tinha idéia de que a abertura no teto fosse tão grande! Naquele dia estava nublado, queria muito ver em um dia ensolarado ou chovendo! No chão tem vários escorredouros para a água da chuva. Deve ser muito interessante!

No dia seguinte partimos de trem para Nápoles. O nosso albergue era no fim do mundo dobrando a esquina, literalmente! O nome da rua era Salita de la Grotta, aí já dá pra se ter uma idéia... risos... Na verdade depois que a gente conheceu melhor a cidade chegamos à conclusão de que o local não era tão ruim assim se comparado com o resto da cidade e que Grotta na verdade se refere à Gruta, pq perto do albergue tem um rochedo gigantesco e há uma saída de uma gruta que atualmente é uma boate, dentro da rocha, muuuuito interessante!

Pegamos o ônibus turístico para conhecer a cidade. O primeiro trajeto que pegamos era de uma lugar deslumbrante, várias casas à beira mar, a gente ia andando pela parte superior, entre as casas e as montanhas. Um lugar lindíssimo! As marinas lotadas de barcos, veleiros, lanchas, um luxo só!

Mas quando pegamos o segundo trajeto do ônibus turístico não demoramos para perceber que a cidade está completamente decadente! O centro antigo da cidade está um lixo, largado, completamente descuídado! Os monumentos históricos completamente descuidados, um horror!

A parte mais bonita da cidade era realmente a do lado do nosso hotel e mais afastada do centro... hehehe

O Pedro chegou no final do dia, nos encontramos com ele e fomos jantar. Frutos do mar, uma maravilha!!!

No dia seguinte fomos conhecer o Vesúvio e Pompéia, não deu tempo de conhecer Ercolano...

Chegando em Ercolano, fomos direto nos informar sobre o transporte para subir no Vesúvio. Contratomos um serviço de van que levava até o topo do vulcão. Quando entramos na van, uma surpresinha... O cara que estava organizando nos perguntou quantos nós éramos, eu disse 4 e ele nos indicou o banco no fundo da van, que era para 3 pessoas, eu reclamei, disse que ali só tinham 3 cintos de segurança e o cara aos gritos me xingando dizendo que a gente tinha pago preço especial para grupo, que se quiséssemos ir era assim e pronto. Que preço especial, que nada, a gente pagou o preço que eles cobraram e deu. Fomos assim mesmo. Qdo nos sentamos os 4 no fundo não é que o cara pega uma cadeira daquelas de colégio com os pés de ferro e assento de madeira e coloca dentro da Van para caber mais gente!!!!!!

A gente caiu na gargalhada, não tinha o que fazer! Estávamos na Itália... hehehe

Ahhh, me esqueci de contar que qdo chegamos no aeroporto em Roma a esteira onde deveriam vir as nossas malas travou e os caras começaram a tirar as malas de 9 vôos na mão!!!! Até que alguém teve a brilhante idéia de trocar de esteira... Nesse momento tivemos certeza que estávamos na Itália!!!

Enfim, começamos a nossa empreitada subindo o Vesúvio! O Leo estava em êxtase! Uma felicidade só! Eu achei legal, mas que deu um medinho deu... hehehe

Na volta foi o Leo que teve que voltar sentado na cadeirinha... hahaha... muito engraçado!

Depois fomos para Pompeia! Na entrada compramos um livro que explicava os locais e um pouco da história da cidade. No início a gente não tem muita noção do tamanho da cidade. Mas conforme a gente vai caminhando pelo meio daquelas ruínas vai-se tendo uma noção do que foi o Império Romano.

A erupção que destruiu Pompéia foi no ano de 79. Só por volta de 1600 é que foi descoberto que a cidade havia ficado preservada sob a lava. A descoberta aconteceu quando foram cavar um túnel para levar água de cima do morro para o vilarejo na parte de baixo. Desde então começaram as escavações que ainda não terminaram, ainda tem cerca de 25% soterrado.

O que mais me impressinou é que diferentemente de Roma ali a gente consegue visualizar como era a vida deles naquela época. Como toda a cidade foi preservada, a gente pode observar como eram as casas, cada uma mais linda que a outra. A maioria delas ficou inclusive com o telhado preservado então a gente consegue ver que quase todas tinham uma espécie de coleta de água. No teto havia uma abertura por onde entrava a água que caía num tipo de uma piscina, que ficava no centro da casa. Por incrível que parece, eles tinham sistema de canalização de água e esgoto!!! Em 79!

Quase 2 mil anos depois ainda tem muita gente vivendo sem água encanada e muito menos sistema de esgoto...

Eu ficava imaginando eles caminhando com aquelas roupas, as festas, as encenações nos teatros... Nossa, muito legal!

Amei a viagem! No dia seguinte de volta para casa que a vida continua... ;)


terça-feira, fevereiro 20, 2007


Estou completamente apaixonada!!! Apaixonada por Londres!

É uma cidade é linda, viva, alegre.

Amei passear pela cidade, caminhar nos parques, alimentar os esquilos, andar de ônibus de dois andares, aproveitar cada minuto... Mas acho que o que ajudou mesmo a gostar de lá foi eu estar entendendo tudo que as pessoas falavam, me sentir parte de novo, poder conversar, entender e ser entendida!

Me dei por conta da dificuldade que é a comunicação nesse momento na minha vida. Quando a gente estava voltando eu comecei a ouvir as pessoas falando em alemão e me dava um desespero... Essa é a pior parte de morar na Alemanha, com certeza!

Eu nunca tive mta dificuldade de aprender línguas, mas eu não consigo aprender alemão, parece que eu tenho um bloqueio!

Mas voltando a London... A troca da guarda real, o Palácio de Buckingham, a London Eye, o Big Ben, a London Tower, o Hyde Park. Nossa, tudo é tão lindo que não tenho palavras.

AMEI!!!

O passeio foi perfeito, com a companhia perfeita, em dias perfeitos!!!

Semana que vem estamos indo pra Roma, tomara que goste tanto quanto de Londres!!!!

Semana passada tb foi agitada, a Dinda e o Zé vieram nos visitar, muuuuuuuuuuuuuito maravilhoso, aproveitamos um monte... Fomos a Ludwigsburg e a Heidelberg, tudo de bom!!!!!!!!!!!!!!!

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sexta-feira, janeiro 19, 2007

Tanta coisa já foi dita e escrita sobre Paris que tudo parece cair no lugar comum...


A minha primeira impressão sobre Paris não foi lá essas coisas. Os arredores da cidade, onde fica o aeroporto Charles de Gaulle são extremamente sujos. Muita pixação pra todo lado. Os trens completamente mal cuidados, feios!

É isso que dá morar na Alemanha, a gente fica mal acostumado!


Mas logo a compensação, música ao vivo no trem... Humm, comecei a gostar...

Descendo do trem, a Notre Dame, que me acompanhou durante toda a minha estada bem de pertinho, com suas gárgulas me olhando, na espreita!


O hotel era a simplicidade em pessoa, quer dizer, em sei lá o que... risos...

Super simples, mas maravilhosamente bem localizado e super limpo, por um preço irrisório tradando-se de Paris. Uma beleza!

No coração do Quartier Latin, o bairro onde está a Sourbone e que os estudantes adotaram para morar. Supercharmoso! Duas quadras do Sena e da Notre Dame.


Caminhar pelo bairro já era uma delícia.


No primeiro dia encaramos direto a EuroDisney. Fiquei louca!!!! Era muita coisa linda junta!

A parada maravilhosa, amei o carro da Bela e a Fera! Que coisa mais linda! O Leo amou as montanhas russas, me fez andar com ele em todas e várias vezes, na frente, no meio, atrás...

No final do dia minha cabeça e meu estômago já estavam virados...

Os estúdios da Disney maravilhosos. As atrações mostrando os efeitos especiais nos filmes são imperdíveis! A gente se sente dentro da cena mesmo! Fogo, água, enfim, tudo que se tem direito!

Chegamos no hotel moídos já no primeiro dia e nem nos encorajamos a sair de noite!



No segundo dia fomos pra Catedral de Notre Dame pela manhã. Fiquei estasiada com a quantidade de detalhes entalhados nas paredes da Igreja. Impressionante. Diria que ela é imponente de longe e de perto parece que tem vida própria!

Sentei e assisti a uma missa. Uma paz que não tem como descrever!


Caminhamos pelo Quartier, apreciamos o rio. E fomos pro hotel almoçar! Uma descansadinha e já saímos em direção à Torre Eiffel.


Cada passo em direção a ela a gente ia percebendo o quanto ela é gigantesca e imponente! Depois de uma fila de algumas horinhas, enfim chegamos ao topo! A visão era de tirar o fôlego! Gostei mais da visão de Paris durante a noite, realmente é a cidade luz! Lindíssimo!

Namoramos, tomamos um delicioso chocolate quente, vimos filmes e fotografias sobre como a torre foi projetada e construída e descemos para assistir ao show de luzes que acontece de hora em hora. Sentamos na Champs de Mars e apreciamos o espetáculo namorando...


No terceiro dia partimos para o Châteu de Versailles. O Palácio fica nos arredores de Paris, zona 5 para quem vai de trem, mais ou menos uma hora de viagem. Resolvemos não entrar no castelo, apenas passear pelos lindíssimos jardins. Pegamos um trenzinho que leva até o Petit e o Gran Trianon e caminhamos pelos lindos jardins. Vale a pena a visita.

E uma parada no Gran Canale para apreciar a vista e namorar muito!

Saímos de lá por volta das 3 horas, passamos no Mc para fazer um lanche (acho que foi meu primeiro Mc na Europa... hahaha) e voltamos para o centro da cidade.

Fomos fazer o passeio de barco no Sena ao pôr do sol, maravilhoso!!!!!!!!! Definitivamente gostei mais de ver a cidade com sua ilimuniação noturna. Quase todos os monumentos importantes têm iluminação especial, muito bonito mesmo!


No quarto dia a gente já tava bem cansado, mas resolvemos encarar o Louvre e um belo passeio pelas Tullieres.

O Louvre é uma Palácio lindíssimo, mas as obras de arte em si não são as minhas favoritas. Claro que a Monalisa e a Vênus de Milo são imperdíveis, estão entre as "mulheres" mais famosas do mundo!

Vale a pena almoçar no museu, o restaurante é ótimo, e com um preço bem razoável, 8 euros para se servir a vontade de salada e carnes frias, uma vez só, mas qto quiser.


Saímos do Louvre e fomos direto para o hotel, dar uma descansada. De noite saímos para bater perna no bairro onde ficava o nosso hotel. Se chama Quartier Latin, onde fica a Sourbone e recebeu esse nome pois os estudantes da Universidade, que falavam latin, escolheram esse bairro para morar pela proximidade da Universidade.

O bairro é um charme! E próximo ao Sena tem um monte de ruelas com vários restaurantes, com comidas típicas de todos os lugares imagináveis! E muuuitas lojinhas de souvenirs. Uma perdição!



No último dia mesmo estando exaustos eu consegui arrastar o Léo para mais alguns dos muitos lugares que eu queria conhecer. Saímos do Hotel, passamos pelo Panteon, que infelizmente estava fechado para reformas, algumas fotinhos na frente da Faculdade de Direito e dali para o Palácio de Luxemburgo com seu famoso jardim. Mas como nesse época quase tudo está sendo reformoda, o jardim tb estava sofrendo reformas e muitos dos lugares interditados para manutenção... Uma pena...

De lá pegamos o metrô pra MontMartre, visitar a Sacre Cuoer. A vista é linda! Só lá eu entendi o real significado da música do Nei Lisboa, Telhados de Paris.

A Igreja é bem bonita, mas nem se compara à Notre Dame, pelo menos no meu gosto.

Fomos para as Tullieres, almoçamos sentados naquelas cadeirinhas em volta da fonte, muuuuito bom!

E ainda conseguimos ir ao Museu d´Orsey. O primeiro Monet a gente nunca esquece... hehehe

Me deliciei vendo aqueles quadros maravilhosos!




Van Gogh, Monet, Manet, Degas, entre tantos outros, fiquei louca!!!! Nem acreditava que tava na frente daqueles quadros que eu sempre amei!

O meu preferido definitivamente é Monet e as Ninféias. Os quadros da Notre Dame com diferentes iluminações também são magníficos. Mulheres em jardins com seus guardasóis, hummm....


Quando saímos de lá a gente não conseguia fazer mais nada! Fomos para o hotel dar uma descansada.

De noite fomos num restaurante grego, muuuuito legal. Além da comida deliciosa, salmão, os camarões mais gigantescos que eu já comi e mexilhões, o clima maravilhoso, música ao vivo, tudo de bom!!!!!!


Na manhã do dia seguinte voltamos para casa. Vi muitas coisas que com certeza nunca serão esquecidas, mas ainda ficaram outras tantas para serem vistas: o Arco do Triunfo, que só vimos de longe, a Galeria LaFayette, cada uma das pontes, o Petit e o Grand Palais, o Hotel des Invalides, nossa, muitas coisas....

Mas já tô com a minha passagem comprada para voltar lá em abril com a Mommy e o Papi! Nada como morar na Europa e poder viajar muito por muito pouco!


Aliás, sábado estamos indo para Zurich. Dia 15 para Londres. E no final do mês o destino será a Itália: Roma, Nápole, Pompeia e Herculano!

Tem dias que eu nem acredito que estou tendo a oportunidade de conhecer tudo isso! Ainda mais do ladinho do meu amor...

Foi a decisão mais acerteda ter vindo passar essa temporada na Europa! Mesmo com muitas outras dificuldades, como a falta de sol e eu não poder trabalhar de verdade, vale a pena!!!!

domingo, janeiro 07, 2007


Final de ano bem diferente do que a gente tava acostumado.
Muito frio, muita chuva, nada de praia, mas fogos de artifício teve até de sobra...

Estou sentindo muita falta de sol! Os dias são curtos, 16:30, 17 horas e já é noite, não dá pra se acostumar com isso.
Comecei na academia pra ver se melhorava o meu humor e já fez um belo efeito. Como aqui não tem muito sol, tem máquina de bronzeamento artificial em todos os lugares. Na academia é só colocar uma moedinha e ela funciona automática por 10 minutos, uma maravilha! Claro que eu não resisti... :)

Enfim ontem vimos a neve! Fomos até Feldberghof, uma estação de esqui a 1250 metros de altidude. O lugar lindíssimo! Só subir aquelas montanhas já é uma visão do paraíso...
Colocar os pés na neve pela primeira vez na vida foi muito legal!!! A neve é menos fofa do que eu imaginava.
Nos divertimos pra valer. Brinquei que nem criança, rolei na neve, andei de snowboard, trenó, esqui bunda, fiz dois bonecos de neve lindos... Enfim, me diverti pra valer!!
Hoje não consigo nem me mexer direito, tô toda roxa, mas valeu a pena!!!




Mas de tudo acho que o que mais me impressionou foi a civilidade. A estação estava completamente superlotada por causa do feriado de reis, todos os lockers cheios. Estavamos com duas mochilas, uma enorme com roupas secas e o equipamento do Leo. Olhamos pros lados e vimos um monte de mochilas espalhadas no chão pra tudo quanto era lado. Não tive a menor dúvida, coloquei tudo dentro da mochila grande e larguei, rezando pra que ela estivesse lá quando a gente voltasse. Ninguém sequer tocou em nada. Cada um pegava as suas coisas e deu. Vontade que fosse assim em todos os lugares! Que cada um respeitasse as coisas dos outros e que a gente pudesse simplesmente deixar as nossas coisas em algum lugar que ninguém iria mexer... Quem sabe um dia....

quinta-feira, dezembro 28, 2006

Saindo de casa às 3 da tarde. A geada ainda não tinha nem derretido nos lugares onde o sol não bate.
(Sol? Que sol se ele nasce depois das 8 e antes das 4 já foi embora?!?)
Um frio de rachar, o rosto ficando rosado e as orelhas congelando.
No mp3player Ivete Sangalo cantando...
Como se eu fosse flor,
Você me cheira
Como se eu fosse flor,
Você me rega
E nesse reggae eu vou
A noite inteira
Porque morrer de amor
É brincadeira...
A paisagem definitivamente não combina com a música. Não dá pra imaginar um alemão cafungando o cangote da alemoa...
Ivete lembra praia, calor.
O que mais sinto falta é do calor, da luz do sol! Que vontade de ir pra praia!!!!
Saudades de família, de família reunida, dos meus amigos, de negrinho, de bolo da Zezé, de salgadinho, de aniversário de criança, de ouvir as pessoas falando alto e em português em qualquer lugar que se vá, de ver filme com legenda em português, de cerveja brasileira (as daqui são amargas demais pro meu gosto), de churrasco no final de semana, de passar o ano novo na praia tomando champagne e dando risada com as rodos...
Pelo menos aqui tem chimarrão, quentão e bergamota!! Quando senti o cheiro de bergamota pela primeira vez no centro, na feira de natal, não acreditei... Tem gostinho de infância, de sol no telhado do colégio, de fugir no recreio pra comprar bergamota na feira toda sexta-feira.
Final de ano deixa a gente nostálgico mesmo, não tem jeito!

quarta-feira, dezembro 06, 2006

A Viajante
Rubem Braga
Com franqueza, não me animo a dizer que você não vá.Eu, que sempre andei no rumo de minhas venetas, e tantas vezes troquei o sossego de uma casa pelo assanhamento triste dos ventos da vagabundagem, eu não direi que fique.Em minhas andanças, eu quase nunca soube se estava fugindo de alguma coisa ou caçando outra. Você talvez esteja fugindo de si mesma, e a si mesma caçando; nesta brincadeira boba passamos todos, os inquietos, a maior parte da vida — e às vezes reparamos que é ela que se vai, está sempre indo, e nós (às vezes) estamos apenas quietos, vazios, parados, ficando. Assim estou eu. E não é sem melancolia que me preparo para ver você sumir na curva do rio — você que não chegou a entrar na minha vida, que não pisou na minha barranca, mas, por um instante, deu um movimento mais alegre à corrente, mais brilho às espumas e mais doçura ao murmúrio das águas. Foi um belo momento, que resultou triste, mas passou.Apenas quero que dentro de si mesma haja, na hora de partir, uma determinação austera e suave de não esperar muito; de não pedir à viagem alegrias muito maiores que a de alguns momentos. Como este, sempre maravilhoso, em que no bojo da noite, na poltrona de um avião ou de um trem, ou no convés de um navio, a gente sente que não está deixando apenas uma cidade, mas uma parte da vida, uma pequena multidão de caras e problemas e inquietações que pareciam eternos e fatais e, de repente, somem como a nuvem que fica para trás. Esse instante de libertação é a grande recompensa do vagabundo; só mais tarde ele sente que uma pessoa é feita de muitas almas, e que várias, dele, ficaram penando na cidade abandonada. E há também instantes bons, em terra estrangeira, melhores que o das excitações e descobertas, e as súbitas visões de belezas sonhadas. São aqueles momentos mansos em que, de uma janela ou da mesa de um bar, ele vê, de repente, a cidade estranha, no palor do crepúsculo, respirar suavemente como velha amiga, e reconhece que aquele perfil de casas e chaminés já é um pouco, e docemente, coisa sua.Mas há também, e não vale a pena esconder nem esquecer isso, aqueles momentos de solidão e de morno desespero; aquela surda saudade que não é de terra nem de gente, e é de tudo, é de um ar em que se fica mais distraído, é de um cheiro antigo de chuva na terra da infância, é de qualquer coisa esquecida e humilde - torresmo, moleque passando na bicicleta assobiando samba, goiabeira, conversa mole, peteca, qualquer bobagem. Mas então as bobagens do estrangeiro não rimam com a gente, as ruas são hostis e as casas se fecham com egoísmo, e a alegria dos outros que passam rindo e falando alto em sua língua dói no exilado como bofetadas injustas. Há o momento em que você defronta o telefone na mesa da cabeceira e não tem com quem falar, e olha a imensa lista de nomes desconhecidos com um tédio cruel.Boa viagem, e passe bem. Minha ternura vagabunda e inútil, que se distribui por tanto lado, acompanha, pode estar certa, você.
Rio, abril de 1952.
Texto extraído do livro "A Borboleta Amarela", Editora do Autor - Rio de Janeiro, 1963, pág. 145.Saiba tudo sobre o autor e sua obra em "Biografias".
Esse texto é um tanto quanto extremo...
A vida de um estrangeiro, em um país estranho, não é tão perfeita quanto parece. Claro que tem a parte boa, aliás, maravilhosa, mas também tem seus percalços.

Alguns brasileiros, frente a tanta dificuldade na terra natal, acham que o pior lugar no exterior ainda é melhor do que enfrentar as dificuldades no Brasil. Entretanto, não percebem que a língua dificulta a adaptação, quem não domina o idioma sofre para conseguir emprego e mesmo para comunicar-se no dia-a-dia. Fazer amigos, então, torna-se tarefa árdua.

A vivência em uma cultura diferente, com uma língua diferente, integrando-se ao cotidiano do povo é uma experiência extremamente enriquecedora. Torna-se inevitável a comparação e é neste momento que está o maior ganho de se viver um tempo fora do país. O confronto entre realidades distintas possibilita a assimilação de defeitos e qualidades em cada um dos lugares. O estrangeiro passa a sentir falta das coisas boas do seu país e mesmo daquelas não tão boas assim, mas que o fazem lembrar de casa. Por outro lado, tem a oportunidade de avaliar outros valores que lhe são apresentados, outra forma de vida e de relacionamento.

A viagem começa muito antes do embarque no avião, ônibus, trem ou navio, com pesquisa, aprendizado (principalmente da língua e costumes do local onde se irá morar ou visitar), enfim, toda a preparação que uma viagem requer.
Cada dia aqui na Alemanha está sendo um aprendizado!
Amo conhecer lugares, pessoas, costumes! E cada oportunidade está sendo aproveitada!!!